28 de julho de 2013

BIBLIOTECA CONSERVADORA

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Um comentário:

Alessandro Melo disse...

Em português a bibliografia histórica é muito pobre.
Sobre a Inquisição, há somente um livro interessante — creio que esgotado. É o livro A Inquisição em seu Mundo, (editora Siciliano) do professor da USP João Brenardino Gonzaga. Poderia ainda citar Nachman Falbel, em sua obra "Heresias Medievais", (Nachman Falbel. Heresias Medievais. São Paulo, Ed. Perspectiva S. A., 1977, p. 15).
Em francês, italiano e inglês, há muitos livros interessantes.
Recomendo que leia o Manual do Inquisidor (obra existente em francês) do Grande Inquisidor Bernard Guy.

Em francês ainda, recomendo-lhe a Histoire de l´ Inquisition au Moyen Âge de Jean Guiraud (Ed Auguste Picard, Paris , 2 volumes, 1935).
É impossível compreender a Inquisição sem conhecer a heresia contra a qual ela foi fundada, que foi o catarismo, heresia gnóstica de tipo maniqueu. Sobre os cátaros, então, lhe recomendo os livros de Arno Borst Les Cathares, e a série de livros sobre o Catarismo do historiador pró cátaros Michel de Roquebert: L´Épóppée Cathare (4 vol.) Les Cathares, e ainda Histoire des Cathares.

Outras obras a ler sobre esse tema seriam

AYLLÓN, Fernando. El Tribunal de la Inquisición; De la leyenda a la historia. Lima, Fondo Editorial Del Congreso Del Perú, 1997.

WALSH, William T. Personajes de la Inquisición. Madrid, Espasa-Calpe, S. A., 1963.

FALBEL, Nachman. Heresias Medievais. São Paulo, Ed. Perspectiva S. A., 1977.

MAISONNEUVE, Henri. L’Inquisition. Paris, ed. Desclée, 1989.

No livro La Vera Storia dell Inquisizione de Rino Camilleri (Ed Piemme, Casale Monferrato, 2.001) se pode ler:

"Onde mais se escurece o negrume da lenda [sobre a Inquisição] é quanto à tortura. Também aqui, porém a inquisição revela uma insuspeitada modernidade. Antes de tudo, deve ser dito que a tortura — como meio de interrogatório e também como pena — era usada normalmente na justiça do antigo regime. O primeiro monarca a abolir a tortura foi, de fato, Luis XVI, no fim do século XVIII" (Rino Camilleri,.La Vera Storia dell ´Inquisizione, Ed Piemme, Casale Monferrato, 2.001, pp. 45-46).

Interessante é saber que um grande inimigo da Inquisição confessou o bem que ela fez:

“Essa era a crença cuja rápida difusão na Europa encheu a Igreja de um terror plenamente justificado. Por mais horror que nos possam inspirar os meios empregados para combatê-la, por mais piedade que devamos sentir por aqueles que morreram vítimas de suas convicções, reconhecemos sem hesitar que, nas circunstâncias, a causa da ortodoxia era a da civilização e do progresso. Se o catarismo se houvesse tornado dominante, ou pelo menos igual ao catolicismo, não há dúvida de que sua influência teria sido desastrosa” (H. C. Lea. Histoire de l’Inquisition au Moyen-Age. vol. I. Paris, 1986-1988, p. 121 apud J. B. Gonzaga. op. cit. p. 111).


Sobre as Cruzadas, há em português a obra de Steve Runciman. Em francês,Regine Pernoud Luz sobre a Idade Média. Outro livro dessa autora que poderia ajudá-lo seria Pour en finir avec le Moyen Âge (Para acabar com esse tema da Idade Média).

Franz Funck Brentano tem livros interessantes intitulados Le Roi, e ainda Le Moyen Àge.
Sobre as Cruzadas ainda é importante que leia a obra de Grousset em vários volumes.
Sobre a Reforma a bibliografia é imensa.
Em português há um livro que você poderá encontrar só em bibliotecas ou sebos, que é de Franz Funck-Brentano Martinho Lutero.
As obras clássicas de Grisare de Hefele não podem deixar de ser estudadas. Recentemente foi editado um livro fundamental sobre Lutero de autoria do padre Theobald Beer, que descobriu e publicou os cadernos pessoais de Lutero. Essa obra só existe em alemão.
Desejando-lhe um santo Natal, me despeço,

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli