19 de dezembro de 2009

Verdades sobre o Brasil do Bolsa-Esmola.

Andando pela internet, sem querer, acabei me deparando com um artigo mui esclarecedor sobre o Brasil, escrito pelo senhor Abel Aquino. Leiam com atenção e vejam as verdades que ele mostra.



"E quem não tem uma teta para mamar ?". Por Abel Aquino.


Para uma pessoa observadora é fácil perceber que nosso povo vê os problemas econômicos e políticos do país como problemas, exclusivos, do governo e só Ele pode resolver. Dessa forma, nossas mazelas são heranças acumuladas por sucessivos maus governantes. O povo considera-se inteiramente inocente. O máximo que se admite é a cumplicidade da elite, sempre para o mal, obviamente.

O povo é passivo, vive de esperança; acredita que tudo vai mudar no dia em que tivermos um bom Presidente. Espera e sonha com o surgimento do grande político, do verdadeiro Messias.

Podemos dizer até que, historicamente, somos uma nação essencialmente infantil, desconjuntada e covarde. Essa insegurança gera o medo dos estrangeiros, medo das multinacionais, medo das leis do mercado, medo do imperialismo, medo misturado com ódios e queixas. Na ausência do Estado, a sociedade enrola-se sobre si mesma. O estado é o muro das lamentações, onde desfiamos todas os nossos recalques e neuroses, misturando lágrimas e revoltas, suplicando por um governo decente, magnânimo, capaz de cuidar de nós como bons pais zelam por seus pequenos filhos.

Nossos políticos adoram criar leis protetoras ou pseudoprotetoras do povo, tais como tabelamento de preços, estatuto disso, estatuto daquilo, códigos de defesa desse ou daquele, leis de proteção do operário contra o patrão, do pobre contra o rico, do consumidor contra o comerciante, do negro contra os brancos, mas o povo continua com medo. Os legisladores incansavelmente vão produzindo leis, regulamentos, normas, restrições, órgãos patrulhadores, secretarias fiscalizadoras, e o povo, ainda, continua angustiado; sente-se vítima de tudo e de todos.

Ao longo de nossa história o Estado só foi crescendo, até se tornar monstro imenso e disforme. Seu peso e tamanho passou a oprimir todo mundo. Na tentativa de proteger e zelar por todos, o governo amordaçou, enjaulou o povo, impedindo-o de amadurecer, de criar bom senso e de se tornar adulto.

São milhares de autarquias e órgãos burocráticos que a sociedade ingênua aceita para cuidar de tudo, para se responsabilizar por tudo; órgãos entulhados de funcionários públicos, encastelados na estabilidade perpétua, com mordomias, protegidos por apadrinhamentos e cercados de privilégios. Por fim, essas instituições passam a ter vida própria, leviatãs indomáveis; isolam-se dos que deviam beneficiar e sugam montanhas de dinheiro.

Mesmo assim, é difícil convencer o povo de que esse gigantismo impede o progresso, cria grandes setores fechados e privilegiados, corporativamente avessos a qualquer tipo de mudança que ameace a perpetuação de seus “direitos adquiridos”

Dessa forma o trabalho orgânico fica desestimulado; o empreendimento empresarial fica refém da imensa burocracia, fica atado aos excessos de regulamentações e controles que geram apenas propinas. A energia do progresso dissipa-se, e uma boa parte da população começa a sonhar com a ajudinha do governo, com a renda sem esforço. A sociedade termina metendo-se num beco sem saída, perpetuando a miséria dos que não conseguiram uma teta governamental para mamar.




Artigo original em: http://www.webartigos.com/articles/30128/1/e-quem-no-tem-uma-teta-para-mamar/pagina1.html

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